O réquiem das gráficas rápidas

Os fagotes ainda buscavam afinação do lado dos clarinetes e flautas; os violinos se acomodavam aos ombros. A metaleira estava a postos quando o maestro, representado pela internet, newsletters eletrônicas e redes sociais, entrou pisando forte para se posicionar perante todos. De repente, um cabo eleitoral abriu a porta e correu esbaforido até o grupo. O réquiem das gráficas rápidas estava interrompido.

O que seria das campanhas internas, eventos e revistas institucionais sem uma boa gráfica rápida? Fiquei feliz com as duas novas empresas próximas ao escritório da Hill and Knowlton, em São Paulo. Acima de tudo pelas instalações: grandes, em lugares de fácil acesso e bem equipadas. O mercado deve estar melhor.

De um ano pra cá, recebi mais ligações de gráfica rápidas do que nos últimos cinco anos. A crise global de 2008, de alguma maneira, deve ter intensificado a má situação pela qual esse mercado passa.

Tentei encontrar alguns números oficiais mas não achei nada confiável na rápida busca que fiz. Alguns jornais falam que o número de gráficas já diminuiu 50% no Brasil  mas as notícias da Abrigraf tentam me convencer que tudo está relativamente bem.

Torço para que a demanda por serviços de impressão para as eleições tenha lhes dado um pouco mais de fôlego e que essas novas lojas perto da Hill and Knowlton não sejam apenas uma boa maré em São Paulo, mas sim no País todo.

As redes sociais e as novas mídias ampliaram nosso portfólio de trabalho de maneira incrível mas, como jornalista, também sou amante do papel, do cheiro do livro novo, da página impressa entre os dedos e não podemos esquecer que essas empresas sempre tiveram um papel chave nos projetos das assesorias de imprensa e agências de relações públicas. Tudo indica que o réquiem foi interrompido nesse ano de eleição; resta saber se algum músico desavisado vai puxar a orquestra e começar outra marcha para elas.

por Marcos Besse –  Gerente de Contas da Hill and Knowlton Brasil

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About marcoscomunihka

Marcos Besse – Gerente de contas da Hill and Knowlton nas áreas de tecnologia, infraestrutura e finanças. Ganhou o primeiro computador aos cinco anos de idade e é apaixonado por internet desde quando o dial up ainda era um sucesso. Atua no mercado há oito anos com foco principalmente nos mercados emergentes. Graduado em jornalismo pela PUC-Campinas, com pós em Economia pela Fipe/USP, já trabalhou como jornalista em um jornal em Portland nos Estados Unidos.
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