A Voz da Comunidade: exemplo de inclusão em tempos de guerra

Cada dia mais temos a comprovação do poder das redes sociais e de como elas estão em todos os lugares. Até mesmo no confronto entre policiais e traficantes do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Em meio a tiros e tanques de guerra, crianças e jovens atualizaram o País, em tempo real, de uma das maiores operações do Governo contra o tráfego. Quem acompanhou as notícias pela internet provavelmente já está no grupo de mais de 31 mil pessoas que seguem o @vozdacomunidade no Twitter. Se você ainda não está nessa lista, vale a pena.

O perfil saltou de 180 seguidores para a impressionante audiência de 31.100 em uma semana, marca que grandes revistas e jornais do País levaram mais de um ano para alcançar e alguns ainda nem chegaram perto.

O que mais surpreendente neste perfil não é o fato de ele ser alimentado por pessoas que vivem na comunidade e acompanham em tempo real todos os passos da ocupação e, por muitas vezes, dos próprios traficantes. Aliás, só por isso, já seria um canal de informação eloqüente.

O que chama a atenção é o fato de o @vozdacomunidade ser de um grupo de seis jovens entre 10 e 17 anos que elaboram um jornal com 5 mil cópias de tiragem, distribuídas mensalmente no Complexo.

Uma vez, entrevistando o saudoso crítico literário Leo Gilson Ribeiro, ouvi a frase de que “quem tem talento, já tem 50%”. Sabemos que talento e vocação não se ensinam, mas torço para que a violência e o tráfego não tirem a oportunidade dessas crianças e adolescente de terem acesso à universidade e de se tornarem comunicadores reconhecidos. Talentos eles já têm.

por Marcos Besse, Gerente de Contas da Hill and Knowlton

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About marcoscomunihka

Marcos Besse – Gerente de contas da Hill and Knowlton nas áreas de tecnologia, infraestrutura e finanças. Ganhou o primeiro computador aos cinco anos de idade e é apaixonado por internet desde quando o dial up ainda era um sucesso. Atua no mercado há oito anos com foco principalmente nos mercados emergentes. Graduado em jornalismo pela PUC-Campinas, com pós em Economia pela Fipe/USP, já trabalhou como jornalista em um jornal em Portland nos Estados Unidos.
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