@carojornalista , você recebeu meu press release?

O twitter é um meio extremamente dinâmico para os profissionais de comunicação. Mas, assim como todos os outros meios, ainda está exposto às paleozóicas táticas de RP assessoria de imprensa que irritam jornalistas profissionais nas redações afora.

Sigo vários repórteres e tenho visto muitos tweets de colegas intimando esses jornalistas profissionais: “caro @reporterdafolha, recebeu o email que te mandei hoje cedo?” ou “meu cliente está fazendo algo muito interessante @reporterdaglobo, vou te mandar um release e te ligo em seguida, tudo bem?”.  (veja tweet da jornalista Leda Nagle sobre esse tipo de abordagem)

A etiqueta do twitter nesses casos ainda não está clara, mas se você não quer receber um belo `block` do repórter, seria interessante levar em consideração os pontos abaixo:

·         Embora cada caso seja um caso (e isso depende muito do relacionamento que você tem com o jornalista repórter em questão), não mande email, ligue para a redação e em seguida cobre pelo twitter uma resposta à sua sugestão de pauta. Escolha um meio de contato e se atenha a ele. Se o jornalista repórter não ligou, é muito provável que o seu release não esteja tão atraente quanto você pensa.
·         Construa um relacionamento com os jornalistas repórteres e preste atenção aos tweets que indicam receptividade a esse tipo de abordagem em mídias sociais. Como todo mundo, eles prestam mais atenção às pessoas que eles já conhecem.  
·         É comum que alguns jornalistas repórteres tuítem sobre histórias nas quais eles estão trabalhando, o que é uma excelente oportunidade para enviar um tweet ou DM com uma breve sugestão, colocando-se à disposição para conversar sobre o assunto por telefone ou email. Essas informações são bem vindas.
·          O jornalista repórter não quer saber o que o seu cliente está fazendo de interessante. Ele quer saber, de acordo com o tipo de matéria que ele escreve, quais informações exclusivas sobre as atividades interessantes do seu cliente você pode dividir com ele.
·          Levar um ‘block’ é muito fácil. Cuidado para não exagerar na aproximação, oferecendo o release para todos os jornalistas repórteres que estão na sua timeline por meio de tweets ao invés de DM. Certamente você não quer receber uma resposta pública e atravessada de um deles.
·         Atenção! Os concorrentes do seu cliente também estão no twitter e certamente de olho nas pautas que você anda escrevendo e oferecendo aos jornalistas repórteres.

Se você ainda prefere o bom e velho telefone – apesar do recorrente ódio mortal das ligações de profissionais de RP assessoria de imprensa– entenda que os jornalistas repórteres sabem que você só pode estar ligando por dois motivos: ou você acredita muito na história do seu cliente ou você está desesperado pela cobertura. Esse último motivo não é razão para fazer follow up. Não ligue perguntando “recebeu meu release?”. Ligue já tendo em mente a parte mais interessante da sua história que irá se encaixar no tipo de matéria que o jornalista repórter em questão escreve.

Seja lá qual for a tecnologia utilizada para realizar o follow up – telefone, email, twitter etc – os profissionais de RP assessoria de imprensa devem exercitar o bom senso na hora de utilizá-la.

Por Sabrina Orlov, Gerente de Contas da Hill & Knowlton

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About sabrinacomunihka

Sabrina Orlov – Especialista em Comunicação Corporativa, anda se jogando com paixão nas mídias sociais e desbrava novos mundos como hobby. É jornalista e trabalha como gerente de contas na Hill & Knowlton desde 2008. Acredita nas boas intenções, nas ecobags, faz coleção de cartões postais, passa o dia ouvindo Frank Sinatra e já descobriu que a comunicação é a alma do negócio.
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32 Responses to @carojornalista , você recebeu meu press release?

  1. Pingback: Tweets that mention @carojornalista , você recebeu meu press release? | -- Topsy.com

  2. Felipe Porrozi says:

    Muito interessante o texto, acho importante levantar essa questão entre os profissionais de RP. Parabéns pelo blog!!!!

  3. Rodrigo Cogo says:

    Pois é, Sabrina…

    Interessante que quando uma assessoria de imprensa é bem feita, todos os jornalistas correm pra dizer que faz parte de sua seara de trabalho, e lá vai o Sindicato de sua categoria pleitear mudança de legislação para retirar este campo do âmbito das relações públicas.

    Quando a assessoria de imprensa é mal-feita, ou o follow especificamente, aí então vem-se questionar o que os relações públicas andam fazendo…

    Uma distorção um tanto grande da realidade dos fatos, não?! Ou o uso viciado de uma lente de análise cheia de preconceitos? Nos dois casos, algo triste (pra não dizer, revoltante) vindo de uma profissional de uma agência “conceituada” como a sua.

    Acho que devemos sim dialogar sobre as práticas (antigas ou não) de assessoria de imprensa, que passam por pressões, constrangimentos, impropriedades tanto por parte dos clientes (que querem resultado rápido) quanto de agências como a sua (que querem entregar resultado rápido aos clientes). É neste ínterim que a prática diária da profissão se equivoca, seja ela exercida por relações públicas ou por jornalistas.

    Sua provocação tem boa intenção, mas é lamentável no formato proposto.

    Rodrigo Cogo, relações públicas com muita honra
    http://www.mundorp.com.br

  4. mariana says:

    Na verdade a maioria dos assessores de imprensa são JORNALISTAS e não RPs. Não dá para generalizar.

    • Natália says:

      É verdade, a maioria dos assessores de agências hoje são jornalista! Repense querida Sabrina!

  5. Maiara Moura says:

    Atribuir ao profissional de Relações Públicas TODA a responsabilidade de deixar a caixa de e-mails, twitter, e demais meios de comunicação cheias é de extrema grosseria. Nenhum RP quer encomodar um jornalista, e sim, manter um bom relacionamento. Alias, não são todos os profissionais que fazem isso. Existem milhares de JORNALISTAS que ocupam a função de Assessores de Imprensa e esses, muitas vezes(não generalizei, viu?) não sabem quais as melhores formas de manter um relacionamento com a Imprensa. Engraçado é que quando as coisas são boas, o mérito vai para Jornalistas que sabem exercer bem a função de A.I já, quando há alguma divergencia, sobra para o profissional de RP. Acredito que seja preciso rever seus conceitos sobre a profissão de RP e, se ao seu redor, não há profissionais competentes, buscar contatos de outros porque sei que é uma profissão digna de respeito e capacidade de fazer a coisa certa sem encher nenhum jornalista de tweet, e-mail,…

  6. Rodrigo Cogo says:

    Cadê o meu comentário?

  7. Rodrigo Cogo says:

    Interessante que quando uma assessoria de imprensa é bem feita, todos os jornalistas correm pra dizer que faz parte de sua seara de trabalho, e lá vai o Sindicato de sua categoria pleitear mudança de legislação para retirar este campo do âmbito das relações públicas. Quando a assessoria de imprensa é mal-feita, ou o follow especificamente, aí então vem-se questionar o que os relações públicas andam fazendo…

    Uma distorção um tanto grande da realidade dos fatos, não?! Ou o uso viciado de uma lente de análise cheia de preconceitos? Nos dois casos, algo triste (pra não dizer, revoltante) vindo de uma profissional de uma agência “conceituada” como a sua.

    Acho que devemos sim dialogar sobre as práticas (antigas ou não) de assessoria de imprensa, que passam por pressões, constrangimentos, impropriedades tanto por parte dos clientes (que querem resultado rápido) quanto de agências como a sua (que querem entregar resultado rápido aos clientes). É neste ínterim que a prática diária da profissão se equivoca, seja ela exercida por relações públicas ou por jornalistas.

    Sua provocação tem boa intenção, mas é lamentável no formato proposto.

    Rodrigo Cogo, relações públicas com muita honra
    http://www.mundorp.com.br

  8. Aline Carlesso says:

    A partir do texto escrito por você, é identificada claramente a falta de conhecimento na área de Relações Públicas. O jornalista mais do que ninguém sabe o quando deve ter cuidado com suas palavras para que uma notícia não se torne uma “bomba”, mas acredito que isso você não deve ter aprendido.
    Você ofendeu uma classe de pessoas que estudam, trabalham e a cada dia mostram o potencial da sua profissão. Não há necessidade de tamanha grosseria, utilizar tais palavras para designar o profissional.

    Cuidado quando for dar uma opinião sem fundamento sobre alguém ou uma profissão. Você está utilizando um meio que não é pessoal, mas que tem uma IMAGEM a zelar.
    Acredito que a HK Brasil vai fazer o necessário para tirar este preconceito da sua pessoa.

    Lamentável.

  9. Sabrina,

    todos que me conhecem on ou off sabem o quanto estimo a manifestação corajosa de profissionais com criticidade e alfabetização suficiente para escrever um bom texto. De fato, o seu está bem bacana.
    Estou, atualmente, trabalhando em uma grande Universidade na Bahia, meu contato com veículos e jornalistas é muito pouco, pois, graças a uma boa estrutura, possuímos assessores de imprensa com experiência em mercado e qualificação suficiente para a função.
    Imagino, e posso ouvir diversas vezes através de amigos jornalistas e profissionais de imprensa, o quanto é incomodo o trabalho “pentelho” dos assessores (jornalistas, relações públicas, ousados, desinformados, mercadólogos entre outros) que utilizam de qualquer meio para que sua nota/noticia/informação seja encarado como conteúdo importante e necessário a sociedade.
    Nós dois, que somos alfabetizados e críticos suficientes, somos capazes de discernir (ou ao menos avaliar subjetivamente) o que é interesse social e o que é interesse próprio (sem falar nos interesses espúrios tão comuns a qualquer veículo e profissional).
    Seu texto porém me pareceu um pouco ácido, talvez esteja enganado, mas enquanto estive na faculdade percebia um certo desejo de disputa entre Relações Públicas e Jornalistas. Quanta ignorância. Jamais pensaria que o jornalista possui menos importância que um RP, assim como Designer, Mercadólogo, Arquiteto, Publicitário, Médico, Engenheiro, Advogado, Auxiliar Administrativo, Pedreiro, Gari, Veterinário ou qualquer outra função essencial ao bom desempenho da máquina social.
    De uma forma ampla vejo Jornalistas defendendo a área de assessoria de imprensa como função própria e com total domínio das técnicas para execução, de fato isso é apenas lenda urbana.
    O problema Sabrina não está em profissões mas sim em profissionais. o problema está na má formação técnica oferecida pelas faculdades que aos montes empurram comunicadores sociais e os fazem crer que o quarto poder está na parede que pendura o diploma. O problema está na falta de preparo, tato, interação e respeito mútuo. É fácil ver péssimos profissionais em bons cargos e “arrotando” descontentamento com funções que um dia desempenhou e que acredita (agora) ser diminuta a sua qualificação.
    Acredito que sua idéia foi muito boa mas sua palavras ainda estão maculadas com pensamentos errôneos.

    Um grande abraço,

    Rodrigo Almeida
    Relações Públicas e Comunicador Social
    71 8136.5199

    E-mail: rodrigoalmeida021@gmail.com
    MSN: rodrigoalmeida021@hotmail.com
    Twitter: http://twitter.com/almeida021
    Blog: minhacomunicacao.blogspot.com

  10. Meire says:

    Muito estranho alguém com a sua formação ter uma visão tão estreita sobre o profissional Relações Públicas.
    Espero que os comentários não sofram censura.

  11. O que precisa ser dito já o foi acima. Esta visão é limitada e totalmente preconceituosa.
    É de vasto conhecimento que temos diversos jornalistas em assessorias e que o principal objetivo dos RPs é criar e zelar por RELACIONAMENTOS.

    Achei infeliz o post vindo de uma profissional da área e que trabalha em renomada agência.

    Acho mais engraçado, porém, uma agência que iniciou o seu blog assim: http://orasblog2.blogspot.com/2010/09/como-entrar-na-blogosfera-com-o-pe.html pregar agora etiqueta na internet.

    Evoluir é bom, mas precisamos sempre alinhar o conteúdo e mensagem!

    Abraços

    Pedro Prochno
    http://relacoes.wordpress.com
    @prochno

  12. sabrinacomunihka says:

    Caros, em nenhum momento minha intenção foi ofender ou falar sobre uma classe específica de profissionais. Quando me refiro a ‘RPs’, englobo jornalistas, relações públicas, profissionais de marketing e comunicação social que trabalham na função de Relações Públicas. Quando me refiro a ‘jornalistas’, englobo jornalistas, médicos, economistas, arquitetos, relações públicas, profissionais de marketing e comunicação social que trabalham na função nas redações.

    O intuito do post foi sugerir algumas dicas para facilitar a abordagem desses repórteres no Twitter, de forma que alcancemos nossos objetivos como profissionais de relações públicas (ressalto, sejam jornalistas, RPs, profissionais de marketing, comunicação, etc) e que possamos, de fato, desenvolver um relacionamento positivo entre assessores e veículos.

    Peço que, com essa nova informação, vocês releiam o post acima.

    Obrigada por todos os comentários. Como Relações Públicas e Jornalista, acho enriquecedor trazer para nosso universo discussões entre os profissionais.

    • Sabrina,

      como deve saber, felizmente, ou infelizmente, diferentemente do jornaliso, que teve a obrigatoriedade do diploma derrubada, as Relações Públicas (função, profissão, profissional ou qualquer outra coisa) é regulamentada por Lei e só pode ser exercida por tais profissionais.

      Assim sendo, ao mencionar Relações Públicas você está sim se referindo à uma parcela específica de profissionais de comunicação.

      Entendo a sua abordagem, mas a forma com que ela foi feita não foi a melhor… Acontece!

      Abraços

      Pedro Prochno
      http://relacoes.wordpress.com
      @prochno

  13. Bruno Pinheiro says:

    Pessoal, acho que está havendo uma interpretação equivocada do texto. O que a Sabrina tentou dizer é relativo à atividade de assessor de imprensa, seja essa pessoa jornalista ou RP. Eu, como jornalista, também não gosto dessa disputa entre as duas profissões. Como diz um baita assessor que conheço, o bom assessor de imprensa tem ‘cabeça de jornalista e alma de RP ou o contrário’. Concordo plenamente com ele.
    Mas o foco do texto da Sabrina é que vale – e MUITO! – a leitura: algumas ferramentas da nossa ‘ocupação’ (sou assessor de imprensa também) como o follow não devem ser distorcidas nas mídias sociais.
    Acho que a confusão está quando ela cita ‘RP’, e, na minha opinião, ela está querendo dizer ‘assessor de imprensa’, ‘analista de comunicação’, ‘relações públicas’ etc. É referência a uma atividade, um cargo, não a uma PROFISSÃO tão importante como RP.

  14. Vitor Balan says:

    Trata-se de um erro conceitual que, infelizmente, partiu de um profissional de uma renomada agência de comunicação. Mas, que fique muito bem claro que o profissional de uma assessoria de imprensa é o assessor de imprensa que, na maioria das vezes, possui formação acadêmica de jornalista ou relações públicas. A explicação da Sabrina é válida, mas ainda acho que seria mais profissional reconhecer o erro e reescrever o texto usando os termos “assessor de imprensa” e “repórter” (ou “profissional da redação”). Meu twitter está no link e estou aberto ao diálogo. Grato.

  15. Sabrina, posso até concordar com a sua errata e o comentário do Bruno Pinheiro acima, mas o post, originalmente como você escreveu, não faz essas ressalvas que você colocou agora. E partindo de um blog de uma agência totalmente e historicamente focada em RP, soa muito estranho e incongruente.

    A análise do problema do relacionamento com a mídia que você colocou é pertinente, correta, necessária e atual, mas a citação da profissão como exemplo, não. Se você usasse “assessor de imprensa” contemplaria todos os profissionais que atuam nessa atividade, e não a profissão de RP.

  16. Ivan Amorim says:

    Sabrina e Bruno,
    concordo com a ponderação a respeito de tal relacionamento, passando por algumas barreiras que acabam tornando essa relação “chata”.
    Mas acredito que houve um equívoco quando se utilizou da expressão “RP”, pois pode dar o sentido de generalização aos profissionais da classe.
    Porém acredito que não foi esse o intuito, foi uma infelicidade.

  17. Rodrigo Cogo says:

    Sabrina, é elogiável a disposição ao diálogo, a despeito da veemência com que alguns comentários possam ter sido escritos. De outro lado, você – como COMUNICADORA – deve saber bem o hiato que existe entre o que queríamos comunicar e o que é apreendido pelos interlocutores (assim como todo RP bem sabe, aliás, a dissonância possível entre identidade e imagem).

    Ademais, como dito aqui, “relações públicas” é um termo que, em território brasileiro (queiramos ou não, concordemos ou não), está restrito a bacharéis em Comunicação Social – Habilitação em Relações Públicas e registro no respectivo Conselho Regional da área. A aplicação da terminologia – no seu post e nos seus comentários depois – leva a uma generalização que realmente só pode deixar margem pra segundas interpretações. E elas vieram, como constatamos aqui.

    Daí que ler trezentas vezes ou uma vez o seu post dá no mesmo: há um equívoco de raciocínio e de expressão. Daí que seu comentário “como Relações Públicas e Jornalista…” está errada: se você possui diploma de RP, qual o motivo de não ter escrito isto na sua apresentação de perfil, logo abaixo do post e ao lado de sua foto?

    Então voltamos ao ponto de origem: se der tudo certo, Assessor de Imprensa é jornalista; se der algo errado é “coisa de RP”. Tal como se estiver tudo ok você é jornalista, se der algum galho você “vira” RP. Estranho, no mínimo

  18. Izabella Lúcio says:

    Oi, Sabrina

    Talvez eu discutisse bom-senso com você. Talvez falasse da etiqueta na web ou da relação entre assessores, assessorados e jornalistas. Mas, enfim, acho que sua abordagem foi ácida e um tanto infeliz. Tudo já foi dito, mas concordo com o Rodrigo Cogo que disse que “há uma distorção um tanto grande da realidade dos fatos ou o uso viciado de uma lente de análise cheia de preconceitos”. Os comentários, sem dúvida, superaram o teor do texto.

  19. Maiara says:

    É Sabrina, também me entristece um pouco saber que ainda existem colegas assessores de imprensa que praticam o velho e chato “recebeu meu release?”, no twitter então, sem comentários. Também concordo com a Mariana: muitos assessores são jornalistas e não RPs, mas isso não vem ao caso. A questão é de pura inteligência: não adianta cobrar coisas de pessoas que não te conhecem, não adianta tentar enviar pauta pela goela do jornalista pq o que define a pauta é o interesse do jornalista, ponto.

  20. José Mauro says:

    O texto é excelente. A ponderação é racional. Quem nunca ouviu um jornalista reclamar de assessores insistentes é pq nunca conversou com jornalista.

    Em relação aos comentários. Não ligue. Nem todos têm inteligência para enxegar o que vc disse mas mudar o mundo vc não vai…

  21. Allan Walbert says:

    Ninguém gosta de ser incomodado ao extremo. Ninguém merece ser abordado incessantes vezes para dar as mesmas respostas. No caso da Comunicação Social, o ritmo frenético das redações ou escritórios pede ainda mais do profissional de Comunicação uma paciência e respeito com o colega de trabalho que está do outro lado lado do telefone, do e-mail, da mala-direta, do twitter, Orkut, Facebook ou o que seja. O foco foi um só: profissionais de comunicação, vamos ser mais prudentes nas abordagens e em seus follow-ups. Querer transformar isso em um debate de classes entendo que não tenha sido a proposta da Sabrina. Muito longe disso, inclusive.
    Mesmo os teóricos da Comunicação Organizacional são díspares em suas abordagens sobre qual profissional deve conduzir tais e quais estratégias de comunicação. Kunsch foca em um ‘grupo’, Torquato amplia o espectro; enfim, todos nós estamos dentro de um mesmo leque chamado Comunicação Social.
    A dica da Sabrina é válida para qualquer profissional e, antes de tudo, pessoa que está disposta a conviver em sociedade e fazer do seu trabalho uma esfera de cordialidade, qualidade e sinestesia.

  22. Mariana Paker says:

    Sabrina,
    O texto conta com dicas de como se fazer um bom follow up e como assessora de imprensa acredito que ele é feito por meio de abordagens inteligentes, feitas exclusivamente para cada veículo. O profissional deve entender as diferentes linguagens dos mais variados meios. Já vi pautas impossíveis render notas, pois foram “viradas” da abordagem sugerida pelo cliente, para uma que despertasse o interesse dos repórteres. E essa sensibilidade é parte integrante da nossa profissão -de assessor de imprensa-, indiferente se nosa formação original é em jornalismo, RP, marketing etc.

    Seu texto tem como intuito mostrar uma abordagem/prática tão criticada nas redações. Há sim um equívoco nos termos utilizados, mas sua errata mostra humildade, que todos devemos ter. Afinal se ninguém errase, as erratas não existiriam….

  23. Caros,
    A respeito do post de Sabrina Orlov, achei inteiressante a perspectiva que ela usou para abordar o uso do Twitter. Dentre os gêneros “virtuais”, há uma série de novas “regras”, novas considerações sobre o papel desempenhado pelos interlocutores que não podem ser importados de outras instâncias.
    De outro modo, eu digo: não se pode usar o Twitter como se fosse um telefone, um e-mail ou um msn. Se fosse assim, não haveria a necessidade de uma nova ferramenta.
    Com relação a oposição criada entre jornalista vs repórter, RP vs assessoria de imprensa, acredito não ter sido criada por Sabrina, apenas retrada por ela. Quero dizer: essa oposição faz parte do discurso sobre as respectivas profissões. Sei que em briga de marido e mulher não mete a colher, mas meterei a minha: ao invés de discutirem uma possível ofensa da autora, talvez seria mais produtivo que discutissem o imaginário coletiva a cerca das profissões e o quanto elas são oriundas de práticas já cristalizadas pela classe.

  24. Ariane says:

    Sabrina,

    A discussão e o debate são sempre válidos. Independente de RPs ou Jornalistas, somos comunicadores e, invariavelmente, estaremos de um lado ou de outro do balcão. Importante é refletirmos sobre as melhores práticas e termos como base a verdade em nossos relacionamentos.

    No caso das redes sociais, ainda temos muito o que evoluir nesses relacionamentos e, ainda, o bom senso deverá nortear nossas ações.

    Gostei do post, há uma reflexão interessante para os comunicadores que atuam hj em assessoria de imprensa… realmente há muitos jornalistas e RPs em assessoria de imprensa, assim como há sociólogos, publicitários, administradores, antropólogos, cientistas políticos atuando em comunicação, assessoria ou PR, o que na minha opinião só engrossa o caldo da comunicação integrada. acho que vale, na minha opinião, nós comunicadores de formação, abrirmos cada vez mais a cabeça, pois trabalho bom, feito com seriedade e profissionalismo sempre ganha o jogo, independente de quem esteja fazendo… relacionamento é só consequencia disso… não adianta criar relacionamento sem consistência, não é sustentável.

    Valeu o debate!

    Ariane, também RP com muito orgulho

  25. Sabrina, bom dia.

    Muito já foi discutido aí e concordo com o Rodrigo Cogo, Aline Carlesso, Mariana Moura, entre outros… mas não podia deixar de registrar a minha revolta com sua colocação à respeito do trabalho dos RPs e acho que vc deveria saber melhor sobre o nosso trabalho, para poder se manifestar com mais propriedade. Infelizmente, grande parte das assessorias estão sob comando de jornalistas e não de RPs, portanto, quando fizer críticas, faça a quem estiver no comando, e não aos RPs especificamente.

    Realmente lamentável!

    Repense, também, os seus conceitos, pois você também pecou no seu comentário quando disse:
    “Quando me refiro a ‘RPs’, englobo jornalistas, relações públicas, profissionais de marketing e comunicação social que trabalham na função de Relações Públicas. Quando me refiro a ‘jornalistas’, englobo jornalistas, médicos, economistas, arquitetos, relações públicas, profissionais de marketing e comunicação social que trabalham na função nas redações.”
    Isso não foi uma justificativa convincente, pelo menos pra mim.

    Sucesso no seu aprendizado!

  26. Curiosa a manifestação do Sr. José Mauro: o texto é excelente, e aos comentários falta inteligência. Não seria o inverso?

  27. Rodrigo Ferrari says:

    Sabrina,

    Entendo a revolta das pessoas que se sentiram ofendidas pelo uso deste ou daquele termo.

    O que não compreendo é o desvio da discussão proposta pelo post, que não está em ‘que profissão tem a culpa’ e sim na prática de técnicas extremamente pouco funcionais e que acarretam efeito contrário.

    Como profissionais de comunicação, não somos interlocutores comuns. Vivemos a Comunicação diariamente e sabemos ler nas entrelinhas. Nossa bagagem nos permite (ou ao menos deveria) não apenas absorver a mensagem, mas também processá-la com profundidade, e não superficialmente.

    Ao contrário, o que aconteceu aqui foi que ignoraram a discussão principal para focar num duelo Jornalista X Assessor de Imprensa X Relações Públicas – sabe-se lá por qual motivo obscuro, uma vez que isso, claramente, não foi o que você quis estimular.

    Pura especulação de minha humilde pessoa, mas me sinto inclinado a concluir que as pessoas indignadas, tenham esta ou aquela formação, vestiram a carapuça por terem como norte abusar da prática criticada por você.

    Espero que eu esteja equivocado, pois isso significa que, aí sim, vale o questionamento proposto nos comentários.

    Alguém aí está disposto a debater sobre a técnica do follow up em tempos de mídias sociais? Acredito que essa seja a real discussão válida aqui.

    Grato.
    Rodrigo Ferrari

  28. Rodrigo Cogo says:

    Olha só que pluralidade de percepções, de avaliações e de comentários. Bem se vê que cada um põe sua própria lente para fazer a leitura do mundo – o que, de resto, é absolutamente normal.

    Sobre comentário de Rodrigo Ferrari – “Alguém aí está disposto a debater sobre a técnica do follow up em tempos de mídias sociais? “, posso dizer que eu estou disposto e talvez arrisque que a maioria das pessoas aqui expressadas também. Basta que exista um post decente e claro tratando do tema.

    Não foi o caso daqui do blog desta agência, afinal veja quantos comentários existem (e provavelmente ainda virão) demonstrando a confusão que as palavras da Sabrina causaram e a dúvida sobre as reais intenções do material… Difícil crer que se tratava de uma produção intelectual crítica alheia a preconceitos sobre esta ou aquela profissão, francamente!!!

  29. Acredito que a discussão poderia ser mais produtiva se usássemos nosso conhecimento para educar e trazer empatia ao nosso modo de pensar. Discutir regulamentação e a denominação do RP para profissionais formados é perder o foco.

    O texto da Sabrina pode ter sido infeliz, como o é, ao utilizar o termo RP em um texto para o mercado brasileiro. Fora desse país é extremamente comum fazer referência ao “PR” genericamente como profissional que faz o relacionamento com a imprensa, ou até mesmo utilizado o termo “publicist”. Bastaria dizer que fazer menção ao RP no Brasil não é adequado para os fins propostos no post.

    O termo foi realmente mal utilizado, mas continuo crendo que não justifica nenhuma revolta ou agressividade que muitos expressaram. Teríamos mais sucesso trabalhando para a união… ao meu ver, esta discussão do modo que foi colocada pode trazer exatamente o contrário e isso não tem nada a ver com o que aprendemos como RPs.

  30. Eduardo Contro says:

    Gostei muito das dicas da matéria.
    Se quem faz a assessoria é o jornalista ou o RP tanto faz, desde que seja bem feito. Epaço no mercado tem para todos, desde que seja competente. Essa discussão existe há décadas e nunca vai ter fim. Socorro!
    Sabemos que existem muitos profissionais em redação que não são jornalistas de formação e fazem um excelente trabalho

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