O helenismo de hoje

O Império grego nos deixou mais do que sua herança na Arquitetura, Matemática, Medicina e Filosofia. Os grandes imperadores que  lideraram o maior território já existente na história nos ensinaram que não se domina um povo somente pela força militar. Já sabiam os gregos e, posteriormente os romanos, que uma das maneiras mais eficientes de manter a dominação econômica sobre outros grupos é por meio da imposição lingüística e cultural. Se você fala a língua de um povo, acaba consumindo sua cultura.

A lição dos gregos não se limitou ao império romano. Na história moderna, os Estados Unidos executaram essa tarefa de forma exemplar no mundo, com o “Big Stick”, empurrando goela abaixo dos latinos seus costumes, carros, produtos, filmes e músicas e referências para uma população que não se importou em ser apenas mercado consumidor. Não havia moeda de troca, o objetivo era dominação econômica e imposição da cultura (com um porrete não mão, claro).

Curiosamente, as línguas mais faladas hoje no mundo são das economias mais importantes, mostrando que o pensando de séculos a.C continua o mesmo: China, EUA, Espanha e América Latina (tenho minhas dúvidas dessa importância aqui), Índia, Brasil Oriente Médio. A lista das “sete mais” ainda conta com o Bengali, de Bangladesh.

A diferença no comportamento de hoje em relação ao grego é que nem todos os países disseminam sua língua e levam sua cultura para outros cantos. No caso do Brasil, estamos nessa lista porque temos um país enorme e a quinta maior população do mundo. Diferente da França, Itália e Alemanha, que possuem populações bem menores do que os países citados, mas completam o ranque dos países com as línguas mais faladas no mundo, juntamente com a Rússia e o mundo árabe.

O Português não é considerado uma língua internacional, utilizada em cerimônias diplomáticas, e tampouco língua oficial da ONU, que utiliza o Árabe, Chinês, Inglês, Francês, Russo e Espanhol. De qualquer forma, o Portugues com base da comunicação parece demonstrar interesse, com mais de 30 milhões de estudantes em todo o mundo.

Mesmo com esse aumento da procura pelo Português, não sabemos atuar como os gregos. Aliás, essa é uma das deficiências do Brasil. Um plano de comunicação mais eficiente do nosso País no exterior ajudaria a levar nossa cultura, costume e produtos a outros mercados.

Facilmente encontramos indianos, chineses, japoneses e americanos, em posição de destaque em empresas multinacionais. Os indianos fazem esse papel muito bem, principalmente na área de tecnologia. Talvez uma das razões de ser cada vez mais fácil encontrar restaurantes indianos nos Estados Unidos.

Somos uma economia de respeito e temos uma das línguas mais faladas do mundo. Sem dúvida a importancia do Brasil está aumentando em esfera global. Um plano de comunicação mais agressivo da reputação e da marca Brasil poderia ser uma ferramenta importante, assim como foi para gregos e romanos, e tem sido para americanos, russos, chineses, indianos…

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About marcoscomunihka

Marcos Besse – Gerente de contas da Hill and Knowlton nas áreas de tecnologia, infraestrutura e finanças. Ganhou o primeiro computador aos cinco anos de idade e é apaixonado por internet desde quando o dial up ainda era um sucesso. Atua no mercado há oito anos com foco principalmente nos mercados emergentes. Graduado em jornalismo pela PUC-Campinas, com pós em Economia pela Fipe/USP, já trabalhou como jornalista em um jornal em Portland nos Estados Unidos.
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